Eu vou pra Índia. Daqui a 69 dias. Falta bem pouco. Tive a inspiração de fazer esse blog para contar as experiências que vou ter. Mas como isso tudo já começou, começo já, e contando a experiência que estou tendo nessa reta final, que é a sensação de estar aqui e agora, sabendo que falta tão pouco para algo tão grande em minha vida.
Decidi ir pra Índia faz a mais ou menos um ano. Queria mesmo ir no ano passado, mas ainda não era a hora (já que não aconteceu). É uma viagem um tanto cara, mas foi-me dada a oportunidade de juntar dinheiro suficiente para que ela possa acontecer (esse livro aqui ajudou, certamente :P). Tudo está fluindo para que ocorra.
Meus planos até então são os seguintes: Ir e voltar.
Sei que tenho que ir e sei que tenho que voltar, não sei de nada mais. Estranhamente não consigo parar e planejar o que vou fazer lá. Me parece perda de tempo.
Mas o espírito é de Confiança. É de mover-me para onde o Coração aponta. E ele está apontando para a Índia!
Essa carta (que decidi colocar como a capa do blog, hehe) mostra qual o espírito que está crescendo cada vez mais dentro de mim:
Osho: Não desperdice a sua vida com aquilo que lhe vai ser tirado. Confie na vida. Se você confiar, só então, será capaz de abandonar o seu conhecimento, só então, poderá colocar de lado a sua mente. E com a confiança, algo imenso tem início. Esta vida deixa de ser uma vida comum, torna-se plena de Deus, transbordante.
Quando o coração se torna inocente e as paredes desaparecem, você fica ligado ao infinito. E você não terá sido enganado; não existirá nada que lhe possa ser tomado. Aquilo que pode ser tirado de você, não vale a pena guardar; e aquilo que não há como ser tirado de você, por que haveria alguém de ter medo que lhe seja tirado? — não pode ser levado, não há possibilidade. Você não pode perder o seu tesouro verdadeiro.
Osho The Sun Rises in the Evening Chapter 9
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Comentário:
Este é o momento de ser aquele “ioiô humano”, capaz de se atirar no vazio sem a proteção do cabo elástico amarrado aos pés! E é esta postura de confiança absoluta, sem reservas nem redes de segurança escondidas, que o Cavaleiro da Água exige de nós.
Uma grande euforia nos invade quando conseguimos dar o salto para o desconhecido, ainda que essa simples idéia nos apavore. E quando adquirimos confiança ao nível do salto quântico, deixamos de fazer quaisquer planos elaborados, ou preparativos. Não dizemos: “Muito bem, confio que sei o que fazer agora: vou pôr em dia meus negócios, preparar minhas malas e levá-las comigo”. Não; nós simplesmente saltamos, sem pensar muito no que virá depois. O importante é o salto, e o arrepio que ele nos provoca à medida que caímos em queda livre pelo vazio do céu.
A carta nos dá, entretanto, uma “deixa” a respeito do que nos espera no outro extremo — um delicado, convidativo, um delicioso rosado… pétalas de rosa, um suculento… “Venha!”
Vou!

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